Assim como as primeiras civilizações faziam inscrições na pedra e a "escrita" representava o próprio objeto, a criança associa o significante ao significado. É o que a criança nos mostra na fase icônica, num primeiro momento da gênese. A criança acha que escrever é desenhar o objeto, as pessoas, as coisas. Um grande passo de cada sujeito leitor e escritor no processo de apropriação do código escrito da língua materna dá-se quando surge a necessidade de diferenciar escrita de desenho e do próprio objeto, o que ocorre na fase pré-silábica e exige muito esforço da criança, muito pensar, relacionar e recriar. Para a criança, pessoas, animais e coisas grandes precisam ser nomeados por palavras grandes; é o que chamamos de realismo nominal.Outro momento importante da gênese, se dá quando a criança descobre que a escrita não está relacionada ao próprio objeto, nem ao nome desse objeto, mas à fala. Tendo, aqui, descoberto grande parte do segredo, a criança tenta descobrir como isso funciona e é nesse momento que ela constrói a hipótese silábica, onde para cada emissão de voz, coloca uma marca no papel. A criança percebe então a fonética; avançando nessa hipótese, a criança passa por um período de transição onde ora escreve silabicamente, ora alfabeticamente, caracterizando assim a hipótese silábico-alfabética. Emília Ferreiro explica que a criança avança de um patamar a outro, não abandonando a hipótese anterior, mas sim incrementando-a e englobando-a no seu processo. A criança se apropria de mais um segredo do código quando descobre a relação entre fonema e grafema; ela escreve e lê, quando compreende as leis de composição interna do sistema de escrita e sua língua materna. Assim ela formula a hipótese alfabética.Isso tudo começa quando a escrita se torna objeto de atenção da criança tendo em vista o seu ambiente cultural, quando começa a interagir com a língua escrita através de livros, revistas, jornais, quando tenta compreender o mundo e vai se valendo do jogo simbólico para interpretar, operando significantes e significados. Considerando a língua escrita um sistema de representação da língua falada, ela constitui como um tipo de objeto-substituto, em que o um significante (sinal gráfico) corresponde a outro significante (som da fala), não de forma biunívoca(pensamento elaborado). Esse processo irá se construindo e se definindo através da imitação, do jogo simbólico, do desenho, que se identificam com o lúdico, a brincadeira e o jogo.
Na aula do dia 10/04/08, a professora Raquel fez com nossa turma, uma dinâmica de leitura que no início deu uma certa angústia pois não sabíamos o significado dos símbolos e após dada a nomenclatura correnspondente ao nosso alfabeto, ficou mais claro para nós executarmos a atividade que consistia em desvendar uma escrita, ou seja, deveríamos decodificá-la (os símbolos) codificá-la com nosso alfabeto.
Sempre no começo das aulas, se faz uma leitura de um poema, um texto qualquer , que as alunas trazem.
A aula se deu através de transparências sobre a história da escrita, onde ficamos sabendo que aconteceu há 5000 anos na Suméria. O primeiro sistema de notação utilizado se baseava em contas (na série de pedras de argila com diversas formas). A invenção da escrita é atribuída aos sumérios, onde a princípio, foi inventada para registrar as transações comerciais da época. Os signos pictográficos são os sinais que se baseiam em desenhos para representar coisas reais, do cotidiano; o sistema cuneiforme é um sistema de escrita utilizado em forma de cunha(era o sistema usado pelos sumérios) Já no Egito Antigo tinha três tipos básicos de escrita: Hieróglifos, Hierático e Demótico. Na Pedra da Roseta estava a chave para decifrar os hieróglifos. Vimos as fases da história da escrita: a pictórica - através de desenhos; a ideográfica - através de idéias e a alfabética - através de letras. A professora fez uma proposta de trabalho através de seminário de aprofundamento de estudos através de um relatório plástico (utilizando mais de uma linguagem além da oral). Ela distribuiu os capítulos a serem estudados e elaborados os trabalhos do seminário. Organizou a turma em grupos, onde o meu grupo era composto por Valquíria, Carla, Camile Camila e Adriana (eu) e nosso assunto seria sobre: O ensino e aprendizagem os dois métodos. Começamos aí, a bolar maneiras de apresentação no seminário e chegamos a conclusão de que poderíamos fazer um jardim com flores diversas que germinavam e floresciam através de estímulos que precisa de sol(que seria o professor problematizador), chuva (que representaria o sistema empirista). Ficamos a amadurecer o nosso seminário...
Aula 03/04/08 Ouvimos uma mensagem de Stela e outra de Camila Paim.
Determinamos os grupos para o seminário que ficou:
g1 - Amanda Jandrey, Amanda Victória, Viviane Lucena, Jussane.
g2 - Luana, Raquel, Sonia, Priscila.
g3 - Val, Camila ,Adri(eu), Camila Paim.
g4- Gislaine, Nicele, Maria Eliane, Fernanda, Francielle.
g5 - Carla Gotz, Priscila Luiz, Deise, Adriana Duval.
g6 - Stela, Daniele, Caroline.
Grupos e assuntos:
1)Leitura e Interpretação de texto (fizeram teatro);
2)Produção de textos(Cartaz e fala);
3)O ensino e aprendizagem: os dois métodos(painel expositivo tipo jardim- no final deram copo com algodão e grão de feijão comparando o aluno com a semente , e todo o processo que este passa em sua alfabetização independente do método utilizado- e fala);
4) Avaliação,promoção, planejamento (teatro);
5) O método das cartilhas ( fala- distribuiram pirulito e música);
6)Escrevendo foneticamente(cartaz+fala).
Após as apresentações, a professora pediu uma avaliação sobre os trabalhos apresentados. Gostei muito das apresentações deste seminário. Houve momentos que por nervosismo, algumas colegas não conseguiram expor as idéias principais do texto, e em alguns casos mostraram que não houve estudo grupal, onde cada um pegou um pedaço, uma parte do texto e apresentou. Assim se perde muito pois a apresentação fica artificial e quebrada. Tudo isto mostra que devemos nos apropriar mais das leituras e discussões em grupos em nossa vida acadêmica, a qual é muito rica de informações e de diversidades.
Aula 27/03/08 teve início com uma mensagem (leitura de um pequeno texto) ; falamos sobre o seminário de estudos I ( convencionamos data e seqüência das apresentações); falamos sobre métodos de alfabetização; fizemos uma análise de cartilhas onde a dinâmica de aula consistia em montarmos uma banca e avaliarmos algumas cartilhas onde aprovaríamos ou reprovaríamos determinadas cartilhas e falaríamos o porque da escolha ou da reprovação(achei bem legal pois pudemos manusear e avaliar as cartilhas de alfabetização que andam por aí sendo utilizadas nas escolas). A professora falou sobre alfabetização e letramento, tiramos algumas dúvidas e relatamos alguns episódios e experiências . Devemos fazer uma observação em sala de aula em nível de alfabetização e fazer um relatório para entregar dia 29/05/08. A prof. deu alguns lembretes, como o diário que deveríamos de fazer para fazer parte da nossa avaliação desta disciplina. A prof. falou das concepções epistemológicas, sobre empirismo; apriorismo/inatismo(s-o) e interacionismo(s=o). Falamos também sobre os métodos de alfabetização: sintético - partem das unidades menores que a palavra, letra, fonema, partir das partes para o todo. O analítico - parte da palavra e decompõe em unidade menores partindo do todo para as partes da família silábica. O misto ou global - que utiliza o sintético mais o analítico.
Letramento é o resultado da ação de ensinar a ler e escrever. É o estado ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como conseqüência de ter-se apropriado da escrita.Surge, então, um novo sentido para o adjetivo letrado, que significava apenas “que, ou o que é versado em letras ou literatura; literato”, e que agora passa a caracterizar o indivíduo que domina a leitura, ou seja, que não só sabe ler e escrever (atributo daquele que é alfabetizado, mas também faz uso competente e freqüente da leitura e da escrita. Fala-se no letramento como ampliação do sentido de alfabetização.O nível de letramento é determinado pela variedade de gêneros de textos escritos que a criança ou adulto reconhece. Segundo essa corrente, a criança que vive em um ambiente em que se lêem livros, jornais, revistas, bulas de remédios, receitas culinárias e outros tipos de literatura (ou em que se conversa sobre o que se leu, em que uns lêem para os outros em voz alta, lêem para a criança enriquecendo com gestos e ilustrações), o nível de letramento será superior ao de uma criança cujos pais não são alfabetizados, nem outras pessoas de seu convívio cotidiano lhe favoreçam este contato com o mundo letrado.Estudiosos afirmam que são muitos os fatores que interferem na aprendizagem da língua escrita, porém estudos recentes incluem entre estes fatores o nível de letramento. Paulo Freire afirma que "na verdade, o domínio sobre os signos lingüísticos escritos, mesmo pela criança que se alfabetiza, pressupõe uma experiência social que o precede – a da 'leitura' do mundo, que aqui chamamos de letramento.
13/03/08
Aula do dia 13/03/08, falamos sobre alfabetização e letramento: Alfabetizar é ensinar a ler e escrever. Tornar o indivíduo capaz de ler e escrever. Letramento é um estado ou condição de quem apenas sabe ler e escrever. Ter se apropriado da escrita é diferente de ter aprendido a ler e escrever. Falamos da alfabetização funcional que é aquela quando a criança decora o nome; no letramento, a criança é autor e produtor de texto, tem que entender tudo, das relaç~eos do mundo. Deve haver interpretação. Assim cresce o conhecimento.
Vimos nesta aula a teoria condutivista X a perspectiva construtivista, ou seja, na teoria condutivista é imposto ao aluno ouvir, ouvir, ouvir, bem diferente da teoria construtivista onde o aluno constrói seu conhecimento. A melhor idade para se começar a ler e escrever seria aos sete anos. Seria necessário preparar a criança para a aprendizagem, exercitando-a em pré-requisitos. A aprendizagem era vista como um sub-produto ou um resultado do método institucional. Se utilizar da Família Silábica não é aconselhável. Ela tira todo o sentido. Precisamos usar de novas direções de ensino no ensino e aprendizagem da linguagem oral e escrita considerando a criança ativa na construção de conhecimento. Na perspectiva construtivista, se apresenta uma nova visão da aprendizagem envolvendo-a como um processo contínuo de desenvolvimento.
A linguagem é um eixo básico da educação infantil, orientando assim as ações da criança, fazendo a formação dela como sujeito, integrando-a com as outras pessoas e assim ocorre o desenvolvimento pessoal ,a construção de muitos conhecimentos. A professora utilizou de dinâmica de jogo de quebra-cabeça sobra alfabetização e letramento.
Assim nesta aula aprendemos: ALFABETIZAÇÃO: Consiste na aprendizagem do alfabeto e de sua utilização como código de comunicação. LETRAMENTO: É o uso da escrita e da leitura, onde a pessoa lê e escreve sem interpretar , sem ter se apropriado do código, uma mera cópia sem registro.
ORIGEM E SIGNIFICADO DE MEU NOME
ADRIANA
A origem de meu nome está no termo " Adrianus", ou seja, aquele que é natural da Ádria, cidade de Venécia fundada pelos Etruscos, à qual deriva a designação do mar Adriático. Também tem a significação de escuro, moreno, e revela uma pesoa com grandes chances de triunfar na vida, pois mostra interesse pelos mais variados assuntos e aprende tudo com facilidade; sabe repartir com os outros o que consegue com o estudo e o trabalho. O nome ADRIANA é o de uma mulher sedutora, sempre pronta a ouvir e a entender os outros e a propor soluções conciliatórias. Caracteriza-se por uma excelente capacidade de trabalho, soberbamente combinada com dedicação e ambição. Por vezes, sucumbe à preguiça e tende a encarar a vida como um romance. Os adrianos são pessoas que evidenciam uma grande tencidade, combatividade e sede de poder. Apesar de defenderem a verdade, deixam-se cativar por tudo que é misterioso. Esta faceta contraditória reflete-se em sua vida, podendo ser um grande criador ou um terrível destruidor.
Bem, antes de eu nascer, minha mãe pendurava roupas no quintal de nossa casa(que saudades daquele quintal...) com aquele enorme barrigão e foi subir em uma pedra para alcançar um lençol e a mesma deslocou e minha mãe(adorada, que me faz uma falta tamanha!)caiu por cima da barriga que faltava poucos dias para o meu nascimento. Ficou internada no Hospital Beneficiência Portuguesa e os médicos optaram em engessar sua perna que com a queda fraturou-se, somente após o parto. Dentro de uns dois dias, eu nasci. Minha mãe conta que as enfermeiras (freiras) passavam nos quartos à noite para levarem os bebês para o berçário e ela me escondia entre os travesseiros e dizia que já haviam me levado e assim eu passava a noite toda mamando e dormindo com ela. Lá mesmo no hospital ela já havia me dado o nome de Jaqueline, mas ao chegar em casa, meus irmãos já tinham escolhido o nome Adriana, devido ao sucesso que fazia a cantora da jovem guarda que tinha este nome. Assim, minha mãe consentiu, e de Jaqueline, passei a me chamar Adriana. Obrigado aos meus irmãos, José Procópio, Fátima, Rosana e Rogério que escolheram nome tão belo, amo vocês!!
