Assim como as primeiras civilizações faziam inscrições na pedra e a "escrita" representava o próprio objeto, a criança associa o significante ao significado. É o que a criança nos mostra na fase icônica, num primeiro momento da gênese. A criança acha que escrever é desenhar o objeto, as pessoas, as coisas. Um grande passo de cada sujeito leitor e escritor no processo de apropriação do código escrito da língua materna dá-se quando surge a necessidade de diferenciar escrita de desenho e do próprio objeto, o que ocorre na fase pré-silábica e exige muito esforço da criança, muito pensar, relacionar e recriar. Para a criança, pessoas, animais e coisas grandes precisam ser nomeados por palavras grandes; é o que chamamos de realismo nominal.Outro momento importante da gênese, se dá quando a criança descobre que a escrita não está relacionada ao próprio objeto, nem ao nome desse objeto, mas à fala. Tendo, aqui, descoberto grande parte do segredo, a criança tenta descobrir como isso funciona e é nesse momento que ela constrói a hipótese silábica, onde para cada emissão de voz, coloca uma marca no papel. A criança percebe então a fonética; avançando nessa hipótese, a criança passa por um período de transição onde ora escreve silabicamente, ora alfabeticamente, caracterizando assim a hipótese silábico-alfabética. Emília Ferreiro explica que a criança avança de um patamar a outro, não abandonando a hipótese anterior, mas sim incrementando-a e englobando-a no seu processo. A criança se apropria de mais um segredo do código quando descobre a relação entre fonema e grafema; ela escreve e lê, quando compreende as leis de composição interna do sistema de escrita e sua língua materna. Assim ela formula a hipótese alfabética.Isso tudo começa quando a escrita se torna objeto de atenção da criança tendo em vista o seu ambiente cultural, quando começa a interagir com a língua escrita através de livros, revistas, jornais, quando tenta compreender o mundo e vai se valendo do jogo simbólico para interpretar, operando significantes e significados. Considerando a língua escrita um sistema de representação da língua falada, ela constitui como um tipo de objeto-substituto, em que o um significante (sinal gráfico) corresponde a outro significante (som da fala), não de forma biunívoca(pensamento elaborado). Esse processo irá se construindo e se definindo através da imitação, do jogo simbólico, do desenho, que se identificam com o lúdico, a brincadeira e o jogo.
26/06/08 :: 26/06/08, Nossa professora fez dinâmica de final de semestre: Dinâmica de Talentos, onde nós deveríamos vender alguns talentos e comprar alguns talentos das colegas.
Os talentos que comprei:
1. espontaneidade de Silvana
2. amizade da Valquíria
3. dinamismo da Gislaine
4.força de vontade da Viviane Leal
5. alegria da Jussane
6. jovialidade da Carol
Os talentos que vendi: 1. alto-astral para a Jussane
2. tranqüilidade para a Priscila Teixeira
3. criatividade para a Deise
4. paciência para Kelly
Após, a professora distribuiu bombons para todas as suas alunas, a colega Priscila Fraga leu um texto: "A Leitura do Mundo" - Alfabetizar Conscientizando, que a professora trouxera para todas nós:
Ivo viu a uva, ensinavam os manuais de alfabetização. Mas o professor Paulo Freire, com seu método de alfabetizar conscientizando, fez adultos e crianças, no Brasil e na Guiné-Bissau, na Índia e na Nicarágua, descobrirem que Ivo não viu apenas com os olhos. Viu também com a mente e se perguntou se a uva é natureza ou cultura.
Ivo viu que a uva não resulta do trabalho. É a criação, é natureza. Paulo Freire ensinou a Ivo que semear uva é ação humana "na" e "sobre" a natureza. É a mão, multiferramenta, despertando as potencialidades do fruto.
Colher a uva, esmagá-la e transformá-la em vinho é cultura, assinalou Paulo Freire. O trabalho humaniza a natureza e, ao realizá-lo, o homem e a mulher se humanizam. Trabalho que instaura o nó de relações, a vida social. Graças ao professor, que iniciou sua pedagogia revolucionária com trabalhadores do SESI de Pernambuco, Ivo viu também que a uva é colhida por bóia-frias, que ganham pouco, e comercializada por atravessadores, que ganham melhor.
Ivo aprendeu com Paulo que, mesmo sem ainda saber ler, ele não é uma pessoa ignorante. Antes de aprender as letras, Ivo sabia erguer uma casa, tijolo a tijolo. O médico, o advogado ou o dentista, com todo o seu estudo, não é capaz de construir como Ivo. Paulo Freire ensinou a Ivo que não existe mais culto que o outro, existem culturas paralelas, distintas, que se complementam na vida social.
Ivo viu a uva e Paulo Freire mostrou-lhe os cachos, a parreira, a plantação inteira. Ensinou a Ivo que a leitura de um texto é um tanto melhor compreendida quanto mais se insere o texto no contexto do autor e do leitor. É dessa relação dialógica entre texto e contexto que Ivo extrai o pretexto de agir. No início e no fim do aprendizado é a práxis de Ivo que importa. Práxis-teoria-práxis, num processo indutivo que torna o educando sujeito histórico.
Ivo viu a uva e não viu a ave que, de cima enxerga a parreira e não vê a uva. O que Ivo vê é diferente do que vê a ave. Assim, Paulo Freire ensinou a Ivo um princípio fundamental da epistemologia : a cabeça pensa onde os pés pisam.
O mundo desigual pode ser lido pela ótica do opressor ou pela ótica do oprimido. Resulta uma leitura tão diferente uma da outra como uma visão de Ptolomeu, ao observar o sistema solar com os pés na Terra, e a de Copérnico, ao imaginar-se com pés no sol.
Agora Ivo vê a uva, a parreira e todas as relações sociais que fazem parte do fruto, festa no cálice de vinho, mas já não vê Paulo Freire, que mergulhou no amor na manhã de dois de maio. Deixa-nos uma obra inestimável e um testemunho admirável de competência e coerência.
Paulo deveria estar em Cuba, onde receberia o título de Doutor Honoris Causa, da Universidade de Havana. Ao sentir dolorido seu coração que tanto amou, pediu que eu fosse representá-lo de passagem amrcada para Israel, não me foi possível atendê-lo.
Contudo, antes de embarcar fui rezar com Nita, sua mulher e os filhos, em torno do seu semblante tranqüilo: Paulo viu Deus. Frei Betto.
Turma PDN41, este semestre foi muito especial e para uma professora um semestre é especial o quanto especial são os seus alunos e alunas que em meio ao seu processo de formação se inquietam e se problematizam sobre as questões da educação.
Foi muito bom de trabalhar com vocês. Um grande abraço.
Raquel Usevicius Hahn
26/06/2008
Professora,
só tenho a agradecer pois aprendi tendo você como exemplo de pessoa humana, gentil, cortêz e uma extraordinária profissional a qual se vê e se sente que ama o que faz ( e faz muito bem feito). Obrigado por nos ouvir, conduzir, instigar, explanar e fazer parte de nossa formação acadêmica. Fique certa de que serás sempre lembrada por nós no decorrer de nossas carreiras, pois serás sempre um exemplo perfeito a ser seguido e admirado, sempre.
De coração, da sua aluna Adriana Moreno Senna
19/06/08 No dia 19/06/08 a professora entregou as provas e meu desempenho não foi o esperado. Terei de revisar alguns itens e conteúdos desta disciplina. Recebemos a observação em sala de aula já corrigida e pontuada; trabalhamos com mais tipologia textual onde os grupos tinham de construir as estruturas dos tipos de textos que estavam desordenados e lê-los para a turma.
12/06/08 Em 12/06/08, tivemos uma prova sobre os conteúdos trabalhados em Fundamentos e Metodologia da Alfabetização.
Esta prova foi feita em três partes. A profª se puxou na elaboração desta prova... estava muito extensa e cansativa.
05/06/08 Em 05/06/08, tivemos aula de Tipologia terxtual; os textos como unidade básica da linguagem escrita, são dos tipos: enumerativos, informativos, literários, expositivos, prescritivos. No primeiro momento da aula, a colega Amanda Victória leu ,mensagem sem autor, e após, Carla Gotz, leu sua mensagem, também de autor desconhecido de título: O professor; No próximo momento da aula, a professora solicitou que fizéssemos um cartaz com uma notícia; nosso grupo(1º grupo) fez um cartaz com notícia informativa:" A Escola Coelho Neto está promovendo sua 13ª Feira do Livro que teve início dia 05/06/08, com grande visitação além de várias apresentações artísticas e escritores com sessão de autógrafos". Após, deveríamos procurar em jornais, textos com caráter informativo e enumerativo. Conseguimos um texto sobre Meio Ambiente(informativo) e um cronograma de horário e programas de tv(informativo enumerativo). - o 2º grupo apresentou uma observação de jornal com meios de informações e escrita de legenda de uma foto que corresponde a uma notícia comentada em aula (expositivo); - o 3º grupo relacionou manchetes com o texto da notícia e leitura de uma notícia (tipo quebra-cabeça), informativo; - o 4º grupo apresentou escrita de uma resenha jornalística: crítica de filmes, jogos, livros; leitura de anúncios a partir do logotipo ou foto do produto (literário); - o 5º grupo fez bilhete( carta para o Papai Noel) e escrita de convite (informativo); - o 6º grupo relacionou legendas com imagens correspondentes e escrita de manchete de uma notícia(prescritiva e expositiva); - o 7º grupo fez uma leitura de uma carta pelo . No último momento da aula deste dia, os grupos tiveram de dinamizar leitura de um conto , elaborar uma seqüência de imagens de diálogos a partir de um conto conhecido; localizar uma palavra, numa canção memorizada e escrever poesias e versos originais(grupo da Fran, Dani e Stella); A aula deste dia, foi muito produtiva e como sempre diferenciada da aulas tradicionais que temos.
como é de costume da turma, quando há uma colega de aniversáriuo, canta-se parabéns e neste dia, era o meu aniversário, então recebi um lindo "Parabéns a você" e muitos abraços e felicitações das minhas colegas.Valeu gurias! Retomamos a aula com dinâmica sobre as tipologias onde cada grupo (o meu é o grupo das Amandas, Ju,Kelly, e Val) deveria apresentar para a turma uma atividade conforme a determinação da prof. O nosso grupo deveria fazer um texto expositivo enumerativo, então fizemos um espelho de classe numerado e por ordem alfabética, os outros grupos das minhas colegas fizeram: identificação do próprio nome nos painéis da sala com os nomes dos alunos, ficha de nomes comuns ou títulos, escrita de nomes com murais temáticos, escrita de rótulos necessários para organização de materiais, jogos, etc, na sala de aula e escrita da data, calendário confeccionado pelos alunos.
Estas propostas foram muito criativas, dando assim, idéias de como trabalhar as tipologias em sala de aula com nosso alunos.
O próximo grupo fez leitura de um título de um conto conhecido, reconstrução de um conto conhecido e reconstrução de um título de uma canção a partir das palavras que o compõem(grupo da Gislaine, Pri T., Mª Eliane, Carla, Camila);
Outro grupo, fez interpretação de imagens seqüenciais, ordená-las posteriormente, reescrever um conto conhecido sem imagens; reconstruir uma canção memorizada previamente desordenada (grupo da Vivi Lucena, Adriana Duval, Pri T. e Carla Gotz);
Júlia, Dani, Sônia, Silvana, completaram títulos de cartas conhecidas a partir de uma lista de palavras possíveis; reescrita de um conto conhecido a partir de imagens ordenandas e completar as lacunas de um poema memorizado.
Luana, Fernanda, Priscila, relacionaram uma lista de personagens ou títulos de contos conhecidos com suas imagens; completar o texto de um conto com lacunas; completar refrões a partir do primeiro verso.
Eu, Val, Amanda, Amanda, Ju e Kelly, fizemos leitura interpretativa de um conto utilizando das figuras dos personagens na visualização do mesmo conto.
29/05/08 - OBSERVAÇÃO DE SALA DE AULA :: Amanda Jandrey leu mensdafgem:"Pegada na areia". Hoje é dia de entregar a observação feita em sala de aula:
OBSERVAÇÃO DE SALA DE AULA
Escola Estadual de Educação Básica Professor Gentil Viegas Cardoso Avenida Gaviões, s/n bairro Jardim Algarve, Alvorada RS
Observação em turma de segunda série, turno manhã, sala 4, turma 212, professora estagiária Tatiane Borges de Al-
meida, com 32 alunos.
RELATÓRIO DA OBSERVAÇÃO
No dia 07 de maio de 2008, realizei minha observação na escola Estadual de Educação Básica Professor Gentil Viegas Car doso, situada em Alvorada, no bairro Jardim Algarve, na Avenida Gaviões, s/n, em turma de segunda série, turma 212, na sala 4, com a professora estagiária Tatiane Borges de Almeida . A turma era composta de 32 alunos, sendo17 meninas e15 meninos, que eram dispostos em sua sala de aula conforme espelho de classe. A sala era bem ampla e dispunha de alfabeto ilustrado com bichinhos colocado na parte superior da parede onde estava o quadro negro. Na parede lateral observei os números ilustrados com bichinhos também, onde se encontrava um calendáriodos aniversariantes e um painel com mandamentos ecológicos. Havia bastante trabalhos das crianças pendurados também e no fundo da sala a professora disponibilizava um cantinho com muitos materiais como revistas, potes de plástico com tesoura, sucatas, tintas, lápis e giz de cera, canetas hidrocor, tudo para ser usado na coletividade na produção de trabalhos em sala de aula; ao lado deste cantinho se encontrava um armário grande que tinha um cadeado nas portas para guardar livros e mais materiais da turma.
A professora Tati começou o dia indo buscar sua turma no saguão às 07:45 onde já a esperavam todos em fila, uma de meninas e uma de meninos; fala rapidamente com a mãe de um de seus alunos, o qual não consegui identificar e após, dirigese para a sua sala de aula. As crianças entram conversando umas com as outras com uma certa euforia indo sentar-se cada um na sua classe. A professora deixa seus materiais e bolsa em sua mesa que fica próximo à janela e em seguida faz uma oração com as crianças (Pai Nosso) e agradece pelo dia que terão juntos e todas os alunos participam em silêncio e dizem amém. Em seguida, a professora me apresenta para a turma e
uma menina (Sara) pergunta se eu vou dar aula para eles também e eu respondo que não, que estou ali só para observar como é a aula deles e um menino (Bruno) comenta que achava que eu ia estudar com eles; muitas crianças acharam engraçado e riram meio encabulados. A professora retoma a atenção da turma perguntando sobre o tema, se tiveram alguma dificuldade em resolver as contas de somar e um aluno diz que usou os palitos de picolé para ajudar na contagem e levanta e vai em direção à professora para mostrar o caderno. Em seguida uma menina levanta também, então a professora pede para que todos esperem que ela chamará um por um para ver as continhas do tema.
Em seguida, começa dizendo que eles iriam trabalhar com recortes das partes do corpo e precisariam procurar em revistas e que ela queria partes do corpo de diferentes pessoas para depois eles montarem. Uma aluna comen-
tou que assim ia ficar parecendo que a pessoa era um monstro pois ia ficar com um braço de um e o corpo de outro, a perna e a cabeça, tudo diferente! Os meninos adoraram e um aluno levantou a mão e perguntou se podia usar partes de animais, então ela explicou que deveria ser de pessoas pois eles iriam confeccionar o corpo humano e por isso teria de ser com figuras e partes de pessoas e não de bichos. Depois de dar revistas para as crianças procurarem e recortarem, a professora começou a corrigir o tema individualmente e gostei desta maneira pois assim ela acompanha de perto alguma dificuldade que o aluno a presente no decorrer da atividade. Às 09:15 todos foram para
o refeitório lanchar; alguns não gostaram da merenda (batida de banana e bolacha maria) e retornaram para a sala correndo e fazendo bagunça, mexendo nos materiais dos colegas e toda hora entravam e saíam da sala, então a professora chamou a atenção daqueles que estavam muito agitados e pediu para sentarem em suas classes pois ela queria terminar a correção dos temas. O sinal do recreio soou e foi aquela correria! Às 10:30 todos voltaram do recreio bem agitados; a professora teve de elevar o tom da voz e então a turma foi se aquietando. A professora distribuiu folhas mimeografadas com partes do corpo separadas para serem nomeados : cabeça, tronco, membros su
periores e membros inferiores e após dividiu a turma em duplas para montarem um cartaz com os recortes das partes do corpo humano que haviam retirado das revistas. Neste momento, as crianças interagiram bastante entre elas para elaborarem a montagem e colagem do corpo humano e discutiam qual combinação de figuras ficava melhor. Conforme as duplas iam terminando, entregavam para a professora o seu car-taz e lhes era solicitado que fizessem um auto-retrato: eles de veriam se desenhar como achavam que eram. Houve muitas risadas e algumas crianças chegaram a discordar dos auto-retratos de alguns colegas dizendo que estes eram mais altos ou mais gordos... nesta dinâmica a professora não interveio pois os comentários que surgiam não eram maldosos ou preocupantes. Colocaram os cartazes nas paredes da sala e os auto-retratos também; organizaram a sala limpando-a pois tinha muito papel e pedaços de revista no chão. Pediu que fizessem silêncio para todos ouvirem e responderem a chamada, e após, mandou as crianças fazerem uma fila de meninos e de meninas para irem ao saguão pois estava na hora de ir para casa. Todos foram em fila até o saguão onde alguns pais já esperavam seus filhos. Tocou o sinal da saída; a professora dava um beijo em cada aluno que ia embora e uma aluna ficou pois seu irmão não havia che-
gado ainda. Tati levou sua aluna até a sala da direção e deixou ela sentada esperando até seu irmão ir buscá-la. Despedi-me da professora , agradeci pela oportunidade e saí da escola. Tive boa impressão da turma e da professora, que com sua metodologia deu uma aula produtiva, explorou o corpo humano, trabalhou identidade e união fazendo duplas entre os alunos reforçando assim o trabalho coletivo e a ordem, pois todos ajudaram a deixar a sala organizada. A maneira que corrigiu o tema, um a um me despertou interesse, pois acompanha assim a dificuldade e progressode cada criança sem expô-la para a turma e cria um vínculo com o seu aluno lhe dando confiança de que pode contar com o seu professor sem receio.
Trabalhamos Tipologia textual, onde a professora distribuiu livros, revistas, etc, para arrumarmos como se fosse uma loja; aí cada grupo apresentava sua banca. Após, teríamos de colocar em ordem conforme o conteúdo: informativo, expositivo, literário, enumerativo, prescritivo.
15/05/08 Aula do dia15/05/08 fizemos um seminário de aprofundamento de estudos II da Psicogênese da linguagem escrita, onde usamos a técnica de grupos de interação vertical e horizontal onde cada grupo já determinado, leu um capítulo do livro de Emília Ferreiro e Ana Teberosky. Após , um integrante de cada grupo, se reunia formando um novo grupo onde falavam do capítulo que leram, fazendo assim a disseminação das partes mais importantes da leitura do referido livro, de maneira agradável e lúdica. Show de bola as técnicas empregadas nestas dinâmicas de aula. Todos interagem, participam e aprendem!
Nesta aula do dia 08/05/08, fomos agraciadas com uma palestra sobre psicomotricidade. Daniele leu mensagem "mude", de Pedro Bial. Na palestra vimos como é importante estar atento à escuta corporal das crianças.
Aula 24/04/08 assistimos ao vídeo: " O que acontece quando lemos"
"Pensando se aprende, pensando se aprende a ler e escrever"
"Diários - Variações sobre um mesmo tema"
A aula começou com mensagem de Nicele - "O dom de ser professor" de Tania Soares Carvalho, depois Raquel e Fernanda leram a mensagem "Você aprende" de Wiliam Shakespeare. Sabe, estas mensagens (todas as já recitadas, lidas, mencionadas), fazem com que reflitamos sobre vários pontos de vista sobre nossa condição de ser humano, de ser professor, educador, homem, mulher, indivíduo, cidadão, de ser simplesmente nós mesmos e de fazermos a diferença com nosso trabalho, com nossa contribuição para fazermos um mundo melhor, com pessoas melhores, e saber que nós educadores, contribuimos na formação de pensamentos e ações mais críticas e construtivas de nossos alunos, respeitando e valorizando as singularidades. Adoro estas aulas!! Após vermos os dvd's, notei e percebi como a aquisição da língua escrita e sua decifração é um processo complicado para as crianças. Nós adultos, não nos damos conta,mas é muito delicado e difícil aprender a ler. Já passamos por isto, mas não nos lembramos. Dependendo de nossas experiências alfabetizadoras, há até um certo bloqueio e nós nem nos lembramos de como aconteceu este processo. Por que será?? Coisas boas, lembranças agradáveis ninguém esquece...
aula do dia 17/04/08: Psicogênese da Língua Escrita, vimos as hipóteses na aquisição da língua escrita, que são divididas em níveis - pré-silábico, silábico,silábico-alfabético e alfabético. Assistimos a um vídeo: "A história da escrita", após fizemos uma análise das escritas, falamos dos experimentos de avaliação cognitiva e nos organizamos para o seminário de estudos II.
Retomamos os níveis pré-silábico 1 -PS1 (só desenhos); o nível intermediário 1 - I1 (letras ou sinal gráfico + desenhos); o nível intermediário 2 - I2 ( inicial ou final da palavra). Estes se encontram nos níveis 1 e 2. O nível silábico ( que é feito por letras ou sinais gráficos para cada sílaba oral) se encontra no nível 3 , o nível silábico-alfabético, temos o nível intermediário 3 - o I3 (que é o silábico com+ letras). O nível alfabético ( escrita com fonemas) é o nível 5; e o nível ortográfico - O , é a escrita convencional padrão.
Na aula do dia 10/04/08, a professora Raquel fez com nossa turma, uma dinâmica de leitura que no início deu uma certa angústia pois não sabíamos o significado dos símbolos e após dada a nomenclatura correnspondente ao nosso alfabeto, ficou mais claro para nós executarmos a atividade que consistia em desvendar uma escrita, ou seja, deveríamos decodificá-la (os símbolos) codificá-la com nosso alfabeto.
Sempre no começo das aulas, se faz uma leitura de um poema, um texto qualquer , que as alunas trazem.
A aula se deu através de transparências sobre a história da escrita, onde ficamos sabendo que aconteceu há 5000 anos na Suméria. O primeiro sistema de notação utilizado se baseava em contas (na série de pedras de argila com diversas formas). A invenção da escrita é atribuída aos sumérios, onde a princípio, foi inventada para registrar as transações comerciais da época. Os signos pictográficos são os sinais que se baseiam em desenhos para representar coisas reais, do cotidiano; o sistema cuneiforme é um sistema de escrita utilizado em forma de cunha(era o sistema usado pelos sumérios) Já no Egito Antigo tinha três tipos básicos de escrita: Hieróglifos, Hierático e Demótico. Na Pedra da Roseta estava a chave para decifrar os hieróglifos. Vimos as fases da história da escrita: a pictórica - através de desenhos; a ideográfica - através de idéias e a alfabética - através de letras. A professora fez uma proposta de trabalho através de seminário de aprofundamento de estudos através de um relatório plástico (utilizando mais de uma linguagem além da oral). Ela distribuiu os capítulos a serem estudados e elaborados os trabalhos do seminário. Organizou a turma em grupos, onde o meu grupo era composto por Valquíria, Carla, Camile Camila e Adriana (eu) e nosso assunto seria sobre: O ensino e aprendizagem os dois métodos. Começamos aí, a bolar maneiras de apresentação no seminário e chegamos a conclusão de que poderíamos fazer um jardim com flores diversas que germinavam e floresciam através de estímulos que precisa de sol(que seria o professor problematizador), chuva (que representaria o sistema empirista). Ficamos a amadurecer o nosso seminário...
Aula 03/04/08 Ouvimos uma mensagem de Stela e outra de Camila Paim.
Determinamos os grupos para o seminário que ficou:
g1 - Amanda Jandrey, Amanda Victória, Viviane Lucena, Jussane.
g2 - Luana, Raquel, Sonia, Priscila.
g3 - Val, Camila ,Adri(eu), Camila Paim.
g4- Gislaine, Nicele, Maria Eliane, Fernanda, Francielle.
g5 - Carla Gotz, Priscila Luiz, Deise, Adriana Duval.
g6 - Stela, Daniele, Caroline.
Grupos e assuntos:
1)Leitura e Interpretação de texto (fizeram teatro);
2)Produção de textos(Cartaz e fala);
3)O ensino e aprendizagem: os dois métodos(painel expositivo tipo jardim- no final deram copo com algodão e grão de feijão comparando o aluno com a semente , e todo o processo que este passa em sua alfabetização independente do método utilizado- e fala);
4) Avaliação,promoção, planejamento (teatro);
5) O método das cartilhas ( fala- distribuiram pirulito e música);
6)Escrevendo foneticamente(cartaz+fala).
Após as apresentações, a professora pediu uma avaliação sobre os trabalhos apresentados. Gostei muito das apresentações deste seminário. Houve momentos que por nervosismo, algumas colegas não conseguiram expor as idéias principais do texto, e em alguns casos mostraram que não houve estudo grupal, onde cada um pegou um pedaço, uma parte do texto e apresentou. Assim se perde muito pois a apresentação fica artificial e quebrada. Tudo isto mostra que devemos nos apropriar mais das leituras e discussões em grupos em nossa vida acadêmica, a qual é muito rica de informações e de diversidades.
Aula 27/03/08 teve início com uma mensagem (leitura de um pequeno texto) ; falamos sobre o seminário de estudos I ( convencionamos data e seqüência das apresentações); falamos sobre métodos de alfabetização; fizemos uma análise de cartilhas onde a dinâmica de aula consistia em montarmos uma banca e avaliarmos algumas cartilhas onde aprovaríamos ou reprovaríamos determinadas cartilhas e falaríamos o porque da escolha ou da reprovação(achei bem legal pois pudemos manusear e avaliar as cartilhas de alfabetização que andam por aí sendo utilizadas nas escolas). A professora falou sobre alfabetização e letramento, tiramos algumas dúvidas e relatamos alguns episódios e experiências . Devemos fazer uma observação em sala de aula em nível de alfabetização e fazer um relatório para entregar dia 29/05/08. A prof. deu alguns lembretes, como o diário que deveríamos de fazer para fazer parte da nossa avaliação desta disciplina. A prof. falou das concepções epistemológicas, sobre empirismo; apriorismo/inatismo(s-o) e interacionismo(s=o). Falamos também sobre os métodos de alfabetização: sintético - partem das unidades menores que a palavra, letra, fonema, partir das partes para o todo. O analítico - parte da palavra e decompõe em unidade menores partindo do todo para as partes da família silábica. O misto ou global - que utiliza o sintético mais o analítico.
Letramento é o resultado da ação de ensinar a ler e escrever. É o estado ou a condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como conseqüência de ter-se apropriado da escrita.Surge, então, um novo sentido para o adjetivo letrado, que significava apenas “que, ou o que é versado em letras ou literatura; literato”, e que agora passa a caracterizar o indivíduo que domina a leitura, ou seja, que não só sabe ler e escrever (atributo daquele que é alfabetizado, mas também faz uso competente e freqüente da leitura e da escrita. Fala-se no letramento como ampliação do sentido de alfabetização.O nível de letramento é determinado pela variedade de gêneros de textos escritos que a criança ou adulto reconhece. Segundo essa corrente, a criança que vive em um ambiente em que se lêem livros, jornais, revistas, bulas de remédios, receitas culinárias e outros tipos de literatura (ou em que se conversa sobre o que se leu, em que uns lêem para os outros em voz alta, lêem para a criança enriquecendo com gestos e ilustrações), o nível de letramento será superior ao de uma criança cujos pais não são alfabetizados, nem outras pessoas de seu convívio cotidiano lhe favoreçam este contato com o mundo letrado.Estudiosos afirmam que são muitos os fatores que interferem na aprendizagem da língua escrita, porém estudos recentes incluem entre estes fatores o nível de letramento. Paulo Freire afirma que "na verdade, o domínio sobre os signos lingüísticos escritos, mesmo pela criança que se alfabetiza, pressupõe uma experiência social que o precede – a da 'leitura' do mundo, que aqui chamamos de letramento.
13/03/08
Aula do dia 13/03/08, falamos sobre alfabetização e letramento: Alfabetizar é ensinar a ler e escrever. Tornar o indivíduo capaz de ler e escrever. Letramento é um estado ou condição de quem apenas sabe ler e escrever. Ter se apropriado da escrita é diferente de ter aprendido a ler e escrever. Falamos da alfabetização funcional que é aquela quando a criança decora o nome; no letramento, a criança é autor e produtor de texto, tem que entender tudo, das relaç~eos do mundo. Deve haver interpretação. Assim cresce o conhecimento.
Vimos nesta aula a teoria condutivista X a perspectiva construtivista, ou seja, na teoria condutivista é imposto ao aluno ouvir, ouvir, ouvir, bem diferente da teoria construtivista onde o aluno constrói seu conhecimento. A melhor idade para se começar a ler e escrever seria aos sete anos. Seria necessário preparar a criança para a aprendizagem, exercitando-a em pré-requisitos. A aprendizagem era vista como um sub-produto ou um resultado do método institucional. Se utilizar da Família Silábica não é aconselhável. Ela tira todo o sentido. Precisamos usar de novas direções de ensino no ensino e aprendizagem da linguagem oral e escrita considerando a criança ativa na construção de conhecimento. Na perspectiva construtivista, se apresenta uma nova visão da aprendizagem envolvendo-a como um processo contínuo de desenvolvimento.
A linguagem é um eixo básico da educação infantil, orientando assim as ações da criança, fazendo a formação dela como sujeito, integrando-a com as outras pessoas e assim ocorre o desenvolvimento pessoal ,a construção de muitos conhecimentos. A professora utilizou de dinâmica de jogo de quebra-cabeça sobra alfabetização e letramento.
Assim nesta aula aprendemos: ALFABETIZAÇÃO: Consiste na aprendizagem do alfabeto e de sua utilização como código de comunicação. LETRAMENTO: É o uso da escrita e da leitura, onde a pessoa lê e escreve sem interpretar , sem ter se apropriado do código, uma mera cópia sem registro.
ORIGEM E SIGNIFICADO DE MEU NOME
ADRIANA
A origem de meu nome está no termo " Adrianus", ou seja, aquele que é natural da Ádria, cidade de Venécia fundada pelos Etruscos, à qual deriva a designação do mar Adriático. Também tem a significação de escuro, moreno, e revela uma pesoa com grandes chances de triunfar na vida, pois mostra interesse pelos mais variados assuntos e aprende tudo com facilidade; sabe repartir com os outros o que consegue com o estudo e o trabalho. O nome ADRIANA é o de uma mulher sedutora, sempre pronta a ouvir e a entender os outros e a propor soluções conciliatórias. Caracteriza-se por uma excelente capacidade de trabalho, soberbamente combinada com dedicação e ambição. Por vezes, sucumbe à preguiça e tende a encarar a vida como um romance. Os adrianos são pessoas que evidenciam uma grande tencidade, combatividade e sede de poder. Apesar de defenderem a verdade, deixam-se cativar por tudo que é misterioso. Esta faceta contraditória reflete-se em sua vida, podendo ser um grande criador ou um terrível destruidor.
Bem, antes de eu nascer, minha mãe pendurava roupas no quintal de nossa casa(que saudades daquele quintal...) com aquele enorme barrigão e foi subir em uma pedra para alcançar um lençol e a mesma deslocou e minha mãe(adorada, que me faz uma falta tamanha!)caiu por cima da barriga que faltava poucos dias para o meu nascimento. Ficou internada no Hospital Beneficiência Portuguesa e os médicos optaram em engessar sua perna que com a queda fraturou-se, somente após o parto. Dentro de uns dois dias, eu nasci. Minha mãe conta que as enfermeiras (freiras) passavam nos quartos à noite para levarem os bebês para o berçário e ela me escondia entre os travesseiros e dizia que já haviam me levado e assim eu passava a noite toda mamando e dormindo com ela. Lá mesmo no hospital ela já havia me dado o nome de Jaqueline, mas ao chegar em casa, meus irmãos já tinham escolhido o nome Adriana, devido ao sucesso que fazia a cantora da jovem guarda que tinha este nome. Assim, minha mãe consentiu, e de Jaqueline, passei a me chamar Adriana. Obrigado aos meus irmãos, José Procópio, Fátima, Rosana e Rogério que escolheram nome tão belo, amo vocês!!

A professora Raquel nos passou os instrumentos de avaliação da disciplina, que são:
- a escrita de um diário de aula;
- um relatório de observação de sala de aula em processo de alfabetização;
- um relatório da aplicação dos experimentos de avaliação cognitiva;
- e sistematização dos conhecimentos.
No decorrer da aula, fizemos uma dinâmica em duplas (eu e a Kelly), onde lemos um texto:"Pontos e contra-pontos12", e após dialogarmos, exzpusemos para a turma as idéias principais do mesmo. Este texto falava que o pensamento é um dos grandes ausentes no trabalho de nossos alunos. Na realidade, na maior parte do tempo transcorrido nas aulas, o que lhes solicitamos é atenção para a simples reprodução mecânica, aplicação de regras e normas, repetições e críticas do que o texto ou o professor afirmam, aproximações do que se considera correto ou inclusive verdadeiro, onde cópias e modelos, resolução de problemas de forma correta, sendo que as respostas (corretas!) são fornecidas. Isto a meu ver, é empirismo puro, pois o aluno só recebe a informação e a reproduz. Esta dinâmica foi feita com fragmentos de textos sobre alfabetização, transcritos de : CURTO, Luís Maruny. Alfabetização: pensamento e a diversidade. In: Pátio Revista Pedagógica. Anmo4 n-14 ago/out 2000 .